terça-feira, 6 de março de 2012
sexta-feira, 2 de março de 2012
quinta-feira, 1 de março de 2012
E há dias que o meu gabinete vira balcão de atendimento ao público, onde todos têm dúvidas, querem fazer pedidos, querem desabafar, querem conselhos. E o telefone não pára de tocar, e é sempre mais do mesmo. Quando todos vão embora, fica a lista interminável de pendentes, de assuntos para tratar e que só posso resolver quando tenho um bocadinho de silêncio e de calma.
Hoje foi dia de aperto dos andaimes (vulgo aparelho dos dentes) o que já por si é doloroso, ainda me colocaram massa nos molares de cima de forma a que os dentes não cerrem. Parece que tenho dois caroços de cereja a impedir que os dentes de cima toquem nos de baixo. É impressionante o que isto incomoda, já para não falar de que não consigo comer. É nestas alturas que me arrependo muito de ter colocado o aparelho com esta idade (já devia ter juízo), mas agora fazer o quê?
quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012
Foi o perfume que mais tempo me acompanhou. Durante anos e anos fui-lhe fiel, como nunca fui com outro perfume. Há uma gama de excelentes perfumes no mercado, para todos os gostos, para todas as carteiras, mas para mim, nenhum se equipara com o escada vermelho. Tenho pena que tenha deixado de existir há já algum tempo. Há cheiros que, pura e simplesmente, não se substituem.segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012
Tenho tantas saudades de escrever e de receber cartas. Escrevi tantas. Recebi tantas. Há tantos anos... para as minhas primas que estavam na Holanda, para as minhas amigas que estavam em França. Foram tantas, tantas histórias de amores e desamores de miúdas que esperavam crescer, com tantos sonhos. E perfumávamos as cartas, e pintávamos os lábios para depois besuntarmos o papel com os nossos beijos, e secávamos flores para enviar e tirávamos fotos em posses bonitas para juntar às palavras que fizeram parte do nosso crescimento. Tenho tantas saudades da ânsia de receber novidades de longe, de ler novas frases, de ver novas fotos. Tenho saudades da letra rebelde da juventude e das palavras que transmitiam tanta felicidade, tantos sonhos. Tenho saudades do encanto das cartas passadas, que na ignorância, me desfiz delas, e que agora tantas saudades me dão.sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012
quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012
Amália Rodrigues - Rasga o passado
Tu fizeste
do meu viver um sonho agreste
e a minha mocidade
p'la (*pela) tua maldade
em troca eu te dei
Querias mais,
mais que o corpo e a alma,
mais que a paz e a calma
que em ti nunca encontrei.
Dia a dia,
em vez do amor, a nostalgia,
que ao fim de tantos anos
queres mais desenganos
de novo ao meu lado.
Não posso esquecer
que já é tarde de mais p'ra (*para) te querer.
Como carta que rasgas sem ler,
Rasga o passado.
O passado não deve nunca ser guardado,
quer em cada momento
se viva um lamento
ou um sorriso fugaz,
pois mais tarde,
numa carta esquecida,
encontramos a vida
que já ficou p'ra trás.
É diferente
o sol feito de luz ardente,
do mesmo sol poente
que arrasta consigo
um dia acabado.
Já basta saber
Que há em nós a saudade a doer.
Se afinal recordar é sofrer,
Rasga o passado
Oh menina, sou tão boa pessoa. Oh menina, então não sou inocente? Oh menina sofro tanto. Oh menina, tudo isto é tão injusto. Oh menina não vê que estou a chorar? Oh menina, são lágrimas verdadeiras. Oh menina...
Foi mais ou menos assim a entrevista da RTP1.
Xiiiiiiiiiii. Tadinho do Afonsinho. Não se ponha a pau que qualquer dia aparece morto numa valeta.
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