quinta-feira, 20 de janeiro de 2011


Fui ao hospital com a minha sogra e quando estavamos de saída fomos ao bar beber um café.
Entrou um homem, vestido de homem, calvo como um homem, com barba de homem e com uns sapatos iguais aos da foto. O impressionante era o à vontade com que ele caminhava. Aqueles sapatinhos devem ter muitos kilómetros feitos por aqueles pés.
Passará a ser moda?

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

Maria

A vida de Maria assemelhava-se à de tantas mulheres com que se cruzava.
Era uma pessoa de sorriso fácil mas que não era sinónimo de felicidade. Aprendeu a resignar-se com a aquilo que a vida lhe ia oferecendo. Casara em tenra idade num dia solarengo de Agosto, com a presença de toda a família, a maior parte, imigrada em França.
Nesse dia, e noutros vindouros, confundiu felicidade com a expectativa de uma nova vida de sonho.
Gostaria de ter estudado, viajado, ser independente, mas os seus pais tinham outros planos para o seu futuro. O que era esperado de Maria era que casasse, tivesse filhos e honrasse um papel de mulher perfeita e submissa a uma vida serena e caseira.
Adaptou-se a essa perfeição tóxica e deixou-se levar pelo marasmo da monotonia.
Foi deixando de sonhar, pois percebeu que os sonhos e os seus seus objectivos jamais se realizariam.
Envelheceu, e a sua alma secou abrindo sulcos e, tal como a sua tez apresentava os sinais de desilusão com a vida.
Teve duas filhas, e decidiu que nunca as deixaria parar de sonhar. A mais velha seguiu medicina e espelhava a felicidade no brilho dos seus olhos, apesar de não ter casado e não ter tido filhos. A outra, casou teve filhos e era Educadora de Infância, mas o mais importante é que também era feliz e sentia-se realizada.
No fim da sua vida, Maria voltou a sonhar. Viu os seus objectivos serem cumpridos através das suas filhas.
Maria, igual a tantas outras mulheres!
Resultado da reunião desta tarde.
Ah! estive atenta, ok? Só que sou daquelas pessoas que vai riscando e desenhando e pintando e escrevendo...

Imaginário

Deste mundo onde me encontro sozinha,
estou Feliz, estou em Paz.
Viajo por estradas cobertas de flores e verde
e deixo para trás o cinzento dos muros da cidade.
Neste mundo tudo é límpido e verdadeiro,
não são permitidas máscaras nem actores secundários.
Não existem vozes de censura
e a crítica negativa é proibida.
Deste mundo onde me encontro
sou criativa e sonhadora,
brinco com cores e sons.
Desenho traços de harmonia
e componho música de brisa suave.
Escrevo histórias sem final e sem sentido.
Crio personagens imaginários com sentimentos reais.
Não há cansaço, frustração, arrependimento e depressão.
Tudo é positivo, leve e fresco.
Neste mundo só meu
entro quando quero e faço alterações a meu bel-prazer.
Neste mundo perfeito estou Feliz e em Paz.
Deste mundo que vos escrevo
Eu sou eu.

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011






Já que tenho que passar aqui 3 noites, o melhor mesmo é aproveitar.
Agora vou ali tomar uma banhoca de espuma naquela banheira maravilhosa. 

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

Amanhã vou para uma Convenção e só volto no Sábado :( e não quero, buááá.
Ainda não fui e já tenho saudades de casa, do meu cantinho e dos meus.
Lá terei que encenar um papel que não é meu, estar com quem não quero, ter conversas que não são minhas.
Mas pronto, já fiz a mala sem emoção, e amanhã lá vou eu com o meu caderninho das lamentações e com a certeza de que alguma coisa boa ficará. 

Limpinhos? Perfumados? Dentes lavados? Cabelo arranjado? Bem vestidos? Roupa de marca? Unhas pintadas? Homens de gravata? Mulheres de salto? Decotes perfeitos? Maquilhagem fantástica? Porte elegante? Ar de executivos?
Tudo perfeito?
Mesmo tudo muito PERFEITO e BONITO?

Então vamos lá tirar a fotografia que o resto não interessa nada.

Badamerda!
Blhaaaccc!
Não gostei.
Que grande lorenin.

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011


2011 chegou assim como quem não quer a coisa e veio cheio de energia e de boas intenções.
Já fiz tantas coisas nesta primeira semana que dá ideia que a noite das 12 passas já lá vai há muito tempo.